segunda-feira, 21 de junho de 2010

Tudo junto e misturado

Jorge Fossati conversou com Yeda Crusius, que deu dicas a Dunga, que cochichou a Maradona, que, penso eu, atravessou o Prata e falou para Pepe Mujica: vai que é tua, ancião. Essa cadeia de nomes em conjunto sinfônico denota um fim fadadiano, nos melhores moldes de Branca de Neve ou, quiçá, Cinderela. Para sorte de Mujica, Yeda foi, de uma paulistana esquecida nos veículos piratas a espera de uma concessão, jogada num Congresso de usurpadores, a uma governadora do Rio Grande do Sul. O destino traçou a ela uma comunicação XAVERIANA com o futebol, trazendo até os pagos dos pampas um treinador de sua envergadura política: Jorge Fossati. O uruguaio encostou sua íris em solo errado; uma terra onde a imprensa é o executivo, a direção de futebol é o legislativo e torcida o judiciário. Perdeu o contato com a torre logo nos primeiros dias, ao escalar três zagueiros em amistoso com o ESPORTIVO. Para sorte de Mujica, Fossati foi demitido antes de iniciar a Copa do Mundo, havia cronologia suficiente para o uruguaio interpelar Dunga antes de rumar à África do Sul para atear fogo no brio de jornalistas que não freqüentaram uma faculdade, e sim uma CEITA desconhecida, onde quem sai de tal é alcunhado de Deus para cima. Dunga é contemporâneo de Maradona que, para sorte de Mujica, lutaram juntos por nações diferentes. Uma diferença de oito anos o separam da glória, atingida por ambos. Provocações não há entre os dois. Há muito respeito, e cochicho. Dunga deixou VAZAR seus espírito de recalque da imprensa à Maradona, que, depois de atropelar um fotógrafo apegado a labirintite, aprendeu a aceitar o poder de um microfone. Deus que é, mesmos não freuqentando a ceita dos jornalista pagãos, Maradona prenunciou a Mujica: “Essa taça é tua, boludo”. Mujica está em seu recanto rural só aguardando o momento certo de pegar seu JIPE e ir até a Praça Independência para comemorar o TRI. Depois de 60 anos, as coisas voltam ao seu lugar. A raça charrua volta a mostrar que a cor do céu a eles pertence, a eles ilumina. Que futebol se faz, também, com política. Política de enfrentar as dificuldades com a lapela erguida, sem esmerar-se a infertilidade do solo ou com jejum de Libertadores da América. Com a interferência de Yeda, Fossati, Dunga e, principalmente, de Maradona, o Uruguai vai erguer pela terceira vez a taça que de lá nunca deveria ter saído. E, no fim, todos ficarão felizes. Principalmente Maradona, fanático de esquerda e admirador dos Tupamaros. Mujica é um homem de sorte.

Aguante,
Rodrigo Azevedo

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vivi o Bicentenário. Entrei na História.

Um MUNDARÉU de gente saiu a la mas ancha DEL MUNDO para neste 25 de maio comemorar os duzentos anos de independência argentina.

E eu estava lá.

Pra começo de conversa, órgãos de imprensa estimaram 6 milhões de pessoas nas festividades. A CUT, 20 milhões. A Brigada Militar apenas dois.

Depois da piada típica de comédia stand-up das MALAS, vamos às VERDAS:

Aqui na Argentina, ao contrário do BRÉSIL, contam-se os anos a partir da independência. Ou melhor, do início do processo de ALIVIAÇÃO, já que a independência em si se deu em 1816, sem antes passar por DEVERAS guerras, a mais famosa delas a do Paraná, liderada por ninguém menos que o homi: José Francisco de San Martín y Matorras.



Martinho copero: não OBSTANTE, libertou ainda o Chile e o Peru.

Saí da minha casa, bem em frente à Praça do Congresso Nacional, e fui pela Avenida Rivadávia, que corta Buenos Aires, até o Obelisco. Cansado, não queria estar lá. Mas não podia deixar de participar da festa que ainda encerraria com um show DE GRÁTIS de ninguém menos que Fito Paez. Aliás, esse CHAMAMENTO à Fito para cantar ao PUEBLO na festa mais importante da ESTÓRIA prova o que eu já imaginava: Fito Paez não vendeu todos aqueles discos à toa. É o maior artista pop deste pago.

Chegando ao marco da Revolução, já disse: uma CARALHADA de gente. E ainda tinha que atravessar toda a 9 de Julio, ir para o outro lado do povo, porque ia encontrar a minha gente da COHAB. Mentira. Ia encontrar a minha colombiana de sobrenome GUEVARA. Ou seja, comemorar revolução é da família. Depois do estresse por levar UMA HORA para atravessar a avenida, enfim deleitava-me nos braços de minha amada.

De lá, vimos carros alegóricos passarem, chuva de neve artificial, Lula no telão (NR: um "grande Lula" se poude ouvir de um TRANSEUNTE), muito tango viejo e tango moderno - para DESESPERO dos velhitos...e por aí foi.

Nos deslocamos à frente do palco montado para ver uma banda uruguaia a cappella. Sinceramente, não sei quem convidou uns URUGUACHOS para uma festa argentina. Mas ok, o grupo era BOM e saiu rápido. Todos queriam Fito.

Que entrou de terno todo branco e um lenço celeste na lapela. Cantou todos seus sucessos e fim. Aquela coisa. Depois, o MAESTRO chamou uma TURMA das BOAS para cantar o hino da Argentina. Fogos de artifício explodiram no céu.

Canta para o povo, canta.


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Eu não me empolguei em nenhuma parte do evento, de VERAS.
Claro, pulei ÀS GANHAS quando todos cantavam "y ya lo vé/ y ya lo vé/ quien no salta es un inglés". Também curti um tanguetto e tal.

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Mas o que realmente importa disso tudo é a lição que os argentinos dão na questão de amor à pátria. Bandeiras por toda a cidade, esperança de um dia ainda terem para si as ilhas FALKLANDS, o orgulho de ser a Paris da América. Enfim, coisa que não há no Brasil. Talvez agora, pós-Lula, as coisas mudem. Antes de vir morar aqui, via no país TUPINIQUIM um certo orgulho crescente. Talvez pelas conquistas para muitos efêmeras, como sediar o Mundial e as Olimpíadas. Por mais que isso NEGATIVE as finanças de um país, deixa quem o faz feliz.

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É isso, meu povo, não vá esquecer:
quem não salta,
é um inglês!

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Chato como um porteño, Maurício Levy.


segunda-feira, 8 de março de 2010

Onde os fracos não tem vez

Coleta seletiva da batalha campal


Foi de uma PROTUBERANTE tristeza assistir aqueles 5,6 graus da escala HITLER atingir o já moralmente devastado Haiti. RAPARIGOS espalhados pelas ruas que mais parecem a estrada de SÃO VENDELINO, jogados nas sarjetas mais imundas que o CABO DAS TROMENTAS e sorvendo da mais VIL fome que algum indivíduo poderia passar. Pior ainda. Como se não bastasse o PAU DE ARARA moral, restou a alguns BUNECOS juntarem algumas partes corporais de familiares que estavam por debaixo das pedras fundamentais demolidas por placas tectônicas impiedosas e INCONSEQUENTES. Ter onde sentar para BEBERICAR uma água impotável sem ser tomado de assalto por um saqueador desesperado é uma vitória fidedigna de uma volta olímpica. O desespero já não abala mais aquele povo e, sim, simboliza a normalidade daquelas personas si gratas, mas que não tiveram sorte no local nascedouro. Poderia ser eu, poderia ser tu, poderia ser a FERNADA PAES LEME. Mas não, são aqueles que olhamos pela inodora televisão.

Tentei buscar no passado a explicação para uma nação tão abastada e sem condições de virar o jogo. Verossímelmente falando, o jogo já começou com uma goleada sonora para a incompetência dos responsáveis pelo andamento do país caribenho. O Haiti, depois dos EUA, foi o primeiro país a sagrar-se independente na américa pós-colombiana. Fato que seria apto à uma premiação e o segundo posto mais alto no PÓDIUM, só serve para colocarmos no papel a MACULA dessa acção. Enquanto os promotores desta CIRCUNDAÇÃO colocavam seus cavalos no obelisco, os demais fantoches do mundo, em especial os franceses, preconizavam a falência múltipla dos órgãos deste pedaço de terra caribenho. Infelizmente, o Haiti não é o mais novo BENJAMIN BUTTON. Nasceu em 1 de Janeiro de 1804 com ares GERIÁTRICOS e, em 2010, exala algo parecido com o formol.

Enquanto os 8 milhões de habitantes protagonizam uma batalha de foice num elevador lotado e no escuro, alguns milhares de abonados do governo retiram-se de suas terras nativas e migram de Porto Príncipe para uma melhor, onde a terra não liquidifica. Numa tentativa de bons FLUÍDOS para o texto, cá vai um breve resumo da ditadura do arremesso de abacaxi: Era Guerra Fria, 1900 e algumas décadas, qualquer NACO de terra interessava aos mais gananciosos habitantes estadunidenses. O Haiti, na época de 1915 (por aí), fundamentalizavam uma inerte ameaça aos EUA. De lá só saia café, café e mais coffee. O Haiti era o maior produtor deste GRÃO naqueles tempos áureos do pseudo Plantation. Mas, como havia SOLETRADO antes, o Haiti era um terrorista ALQAEDEANO. Consequência deste comportamento rebelde, a invasão norte-americana na ilha foi fulminante e um tanto DOURADA (te extraño, Médici). Afundou o país na miséria e colocou no poder o tal do Papa Doc – de condinome François Duvalier. Explorando o VODU, Papa aterrorizou a todos que atrapalhavam seu cortejo. Instaurou, além da balbúrdia, uma ditadura vitalícia, que logo após foi assumida por seu hereditário – batizado de Baby Doc. O prenúncio de paz só foi clamado no ano de 1988, quando Baby Doc não aguentou a fumaça no CANGOTE e fugiu para França com sua corte real e, assim, democratizando o país.

Se fossemos escrever a biografia do Haiti, teríamos que pagar salários FUTEBOLESCOS para os autores que, a cada página escrita, cortariam algum músculo proeminente. Sejamos realistas: queiramos o impossível. Já diziam as estampas dos jornais rebeldes de nossa ditadura.
Aguante,
Rodrigo Azevedo

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Queria ir no show da Beyonce, mas...

Put a ring on it



A Yeda Crusius continua tentando me enganar, achando que o déficit zero foi a melhor coisa para o Rio Grande do Sul depois da volta da democracia. É só pegar os últimos três orçamentos: a tucana foi dona da gestão que menos investiu em saúde, educação e segurança – pilares do sucesso de uma RAZOÁVEL política pública. Que conste nos ALTOS dos Alpes porto-alegrenses: ela aprovou três orçamentos inconstitucionais – basta pegar a seção de “orçamentos” da Constituição Federal e constará como PARÁGRAFO ÚNICO que é obrigatório ser repassado 20% para a saúde. No último orçamento, por exemplo, foram repassados 8%.

Ver as dançarinas da Beyonce transpirando no palco seria de um prazer ímpar. Porém, ver a França dar míseros 5 milhões de euros para o Haiti, depois de SUGAR tal nação como colônia, me faz refletir: prefiro a Lady Gaga fazendo Poker Face para Sarkozy.Reconstruir essa ilha do Caribe levará, no mínimo, algumas décadas. O grande erro do Haiti foi ter conseguido sua independência com antecedência. O Haiti foi a segunda nação da América a adquirir sua CARREIRA SOLO, só perdeu para os Estados Unidos. A grande diferença entre os dois é que, no Haiti, a independência foi visada por uma casta de escravos rebeldes que queriam poder e dinheiro. E conseguiram. Enriqueceram seus bolsos e esvaziaram a alma dos demais haitianos. O erro vem de berço, mas, enquanto havia tempo de ser corrigido, a França (principal exploradora) calou-se diante da SELVAGERIA que virou tal país.

Ah, como eu me deleitaria assistindo aquela mulata cantando All the Single Ladies. Todavia, me deparo com a incapacidade de Obama em realizar sua CHANGE. Depois de prometer legalizar todos os imigrantes que PERAMBULAM pelo país, Barack esbarra na dificuldade que é governar a nação mais visada deste universo. Fechar Guantánamo, aplicar um novo sistema de saúde, retirar as tropas do Iraque... A eleição desse rapaz quebrou barreiras raciais nos países de primeiro mundo, mas não mostra nenhuma diferença de governos como de Jimmy Carter – o maior enganador da pacificidade já visto.

Meu voo para Florianópolis sai as 14h. Yes, I can see Beyonce.


Aguante,
Rodrigo Azevedo

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Brasil é todo seu!

Inclusive dele


O momento é de atenção: Publicidade e política caminham cada vez mais de mãos dadas em nosso país. Se por um lado os Governos investem mais e mais em propaganda para ajudar na construção e consolidação de imagens positivas de suas administrações, por outro, postulantes aos cargos que têm o poder de Executar e Legislar tentam criar para si imagens de verdadeiros salvadores da pátria.

Marqueteiros são peças chaves nas campanhas eleitorais atuais, afinal como diz a música A PROMESSA de Humberto Gessinger (HG) “propaganda é a arma do negócio... no nosso peito bate um alvo muito fácil”. Acompanhando a corrida presidencial verifiquei que o Governo Federal irá aumentar em 20% o seu gasto publicitário nesse ano comparado ao que gastou em 2009, fato esse que é contestado pela oposição que alega ser irregular essa ação, pois em ano de eleição não se pode aumentar o valor investido nessa área mais do que se empregou no ano anterior a ele ou a média utilizada nos três anos que precederam a esse mesmo. Regular ou não, concretamente o que ocorre é que a base governista tenta supervalorizar projetos e programas que lidera (PAC – Programa de Aceleração do Crescimento - é um exemplo) e tenta vinculá-los à imagem da atual MINISTRA DE FERRO e futura candidata PAZ e AMOR, Dilma Rousseff. Será que desta vez os gurus da publicidade encontrarão a fórmula ideal para promover a candidata petista ao ponto de elegê-la? Competência à parte sabe-se que uma propaganda eficiente pode encurtar o caminho para a eleição de um candidato.

Durante a corrida eleitoral uma enxurrada de dados nos serão transmitidos como sendo verdadeiros. Alguns partidos afirmarão que em oito anos realizaram 1.000 obras, assentaram 1.000 famílias de sem terras e fizeram mais “n” realizações. Enquanto outros dirão que executaram no mínimo o dobro dessas mesmas coisas. Utilizo-me mais uma vez das palavras de HG que na música NÚMEROS escreveu “e eu com esses números?”. Palavras essas que sintetizam, para mim, o quanto esses dados servem apenas para confundir, até mesmo manipular, os eleitores. O que me preocupa é a inércia de muitas pessoas em procurar descobrir a veracidade desses fatos, para muitas delas aquele que demonstra mais poder de coerção tem a verdade para si. A oposição que não é boba e está tentando não dormir no ponto, já elabora seus dados para “informar” a população do que ela é capaz de fazer (ou já fez) e que a situação não tem competência para fazê-lo. O PSDB, principal partido oposicionista e que lançará candidato próprio na disputa presidencial, vai aumentar o valor empregado em publicidade com relação ao último pleito. Além disso, propagandas de Estados estratégicos na campanha governados pelo partido (São Paulo e Minas Gerais) estão sendo veiculadas em todo o país, elas que na sua maioria transmitem a ilusão de que esses locais são maravilhosos para se morar devido à quase perfeita prestação de serviços nas áreas de saúde, de educação, de segurança, entre outras. Esses lugares podem realmente ser muito bons para se viver, mas a excelência desses serviços na área pública, que tem a fama (pra ser suave) de não funcionar direito, é difícil de confiar. Será que alguma criatura acredita verdadeiramente nessas propagandas? Incrivelmente a resposta é sim. Há pessoas que se deixam levar apenas por essas informações superficiais passadas em aproximados 60 segundos, por isso a importância elevada, para os partidos políticos, de se investir nesse segmento.

Mas será a publicidade a grande vilã nesse contexto? Será que os Governos, os partidos e os candidatos agem com ética quando trabalham essa questão? As conclusões parecem óbvias, não há mocinhos no assunto. O certo é que quando os elementos POLÍTICA e PUBLICIDADE se juntam há inúmeros interesses em jogo, só que infelizmente os da população não são muito escalados para jogar, o que na indignação e na falta de palavras me fazem utilizar mais um verso escrito pelo HG para dar fim a este singelo texto: “nossos sonhos são os mesmos há muito tempo... mas não há mais muito tempo pra sonhar” (música Revolta dos Dândis II).
Dale,
Diego Santos

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Abre teu olho, Lula


Já está mais do que LAPIDADA essa história de transferência de votos. O último e mais recente exemplo foi dado ontem, no segundo turno das eleições presidenciais chilenas. Eu e toda torcida do MENGÃO já sabíamos que o PAPADO de Bachelet acabaria nesse último domingo, consolidado pela queima de fogos do magnata Sebastián Piñera, o Berlusconi das américas. Bachelet saiu do governo com nada mais nada menos que 80% de aprovação e uma popularidade de dar inveja a qualquer BBB e sua efemeridade congênita. No entanto, toda essa POMPA não atraiu os olhares dos eleitores chilenos que ontem acabaram com os 15 anos de predomínio centro-esquerdista no país andino. Desde o fim da ditadura do mentor da Operação Condor, Augusto Pinochet, o Chile não era governado por um partido de coalizão direitista, com políticos que participaram efetivamente da ditadura feroz de Pinochet.

Além de informar ao COLEGIADO o resultado das eleições de ontem, venho aqui expor minha PREDISPOSIÇÃO contrária a candidata Dilma Rousseff. Getúlio Vargas não transferiu votos. Brizola, tampouco. Nem o Mandela conseguiu essa façanha. Mas, como diria minha babá (Dona Aida, que Deus a tenha) “A merda já está feita”. Lula dormiu no ponto e teve receio de enfrentar uma opinião pública contrária ao terceiro mandato. Agora, os prejudicados serão nós. Isso será notado quando entrar um em campo toda TRUPE neo-liberal do PSDB, elevando as taxas de juros, endividando os estados e pouco se lixando para as políticas sociais.

Por mais dor que nos cause a mais breve das separações, é meu dever informar que procederei com um breve RECESSO. Porém, sempre estão por aí nossos REBELDES apresentando-se com textos de ROBUSTOS prazeres da escrivinhação. Mais adelante retorno, esmirilhando na arte da doce vivência.

Aguante,
Rodrigo Azevedo

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Para não perder o costume


"Toca um samba aí que eu vou me apaixonar..."

A chegada do ano novo, como de costume, traz consigo uma carga de esperança em um futuro melhor nas pessoas. Porém, uma pergunta pertinente a se fazer no momento é a seguinte: até quando essa durará?

O mês de janeiro com certeza nos ajudará a visualizar se a confiança dos indivíduos, viventes ou sobreviventes desta TERRA próxima do colapso, perdurará por muito tempo. Iniciarão, nesse mês, dois importantes eventos globais: O Fórum Econômico Mundial (FEM) e o Fórum Social Mundial (FSM). Aliás, o ano de 2010 marcará os 40 anos do FEM e os 10 anos do FSM. Ambos os fóruns têm o intuito de debater os diversos e mais complexos problemas existentes em nossas sociedades e encontrar soluções para os mesmos. A diferença é o ponto de vista de cada um, enquanto o primeiro analisa as adversidades através do enfoque econômico ou do capital, o segundo o faz, prioritariamente, pela perspectiva social.

Para a felicidade de alguns poucos, mas infortúnio de muitos, é no FEM que haverá, mais uma vez, a junção de idéias que influenciará grandes empresários e, também, muitos chefes de Estados a guiarem suas principais decisões sócio-econômicas a serem tomadas nas organizações e governos que lideram. “Melhorar o Estado do Mundo: Repensar, Redesenhar e Reconstruir” será a temática principal do encontro nesse ano. O inconveniente, para nós do terceiro mundo, é que após uma grave crise econômica as únicas coisas que as grandes corporações desejarão repensar, redesenhar ou reconstruir serão suas altas margens de lucros. Muitas empresas e governos, sempre que possível, demonstram ao mundo que ainda não estão muito dispostos a se comprometerem seriamente com os problemas sociais, mas sim com seus resultados financeiros exorbitantes. O exemplo mais recente desse descaso ocorreu na conferência do clima ocorrida na Dinamarca no fim do ano passado. São visíveis os estragos que o homem tem causado à natureza, esses impulsionados principalmente pela produção industrial, entretanto, para nossos governantes, medidas que possam minimizar isso não são prioritárias, o importante mesmo, para eles, é não prejudicar o crescimento econômico, custando isso o que custar.

Muito provavelmente em Davos, na Suíça, sede do principal encontro anual do FEM, os problemas sociais serão debatidos, se é que serão, na forma de estatística, sem emoção, nem sentimento por parte dos magnatas que lá se reunirão. É muito fácil olhar para um papel e ver, por exemplo, que no continente africano uma criança morre aproximadamente a cada cinco segundos devido a causas diretas ou indiretas da pobreza e não se sentir responsável por isso, mesmo possuindo a “faca e o queijo” na mão para mudar essa triste realidade. O dinheiro gasto com produtos de cosméticos na terra do Tio Sam já seria o suficiente pra diminuir a quase zero esse panorama cruel, mas pra que incentivar a redução de consumo desses bens, não essenciais, pra essa causa? Afinal eles têm uma importante tarefa a cumprir, que é a de perfumar nobres madames e amenizar o “cheiro podre” de seus maridos milionários e de suas decisões capitalistas.

Fazendo o contraponto aos que pensam em um mundo controlado pelos interesses do capital, os sonhadores de um mundo mais justo se reunirão, mais uma vez, entre outras cidades, em Porto Alegre, no Fórum Social Mundial para tentar mostrar às pessoas que outro mundo é possível. Claro que há alguns figurões que de vez em quando dão o “ar da graça” nesse fórum, que nos fazem pensar se os nossos sonhos são os mesmos que os deles, como o fanfarrão Hugo Chávez e o nosso guerrilheiro do Araguaia, José Genuíno, por exemplo. Mas a eles resistimos. Com tortas nas mãos, ao invés de armas, não deixamos que façam nossas idéias terminarem em CHANTILLY. Por aqui, tão importante quanto os diálogos que acontecem no período do fórum para encontrar soluções para as adversidades e injustiças sociais, é demonstrar exemplos de ações e administrações sociais bem sucedidas que colaboraram para o fim de problemas dessa natureza ao redor do mundo.

Em Porto Alegre, no FSM, entre um diálogo e outro acontece a socialização da alegria, da cerveja gelada, da boa música, enfim: da sabedoria de se encarar de frente a dura realidade da vida. Não se trata de resignação ou acomodação, mas sim de VIVER.

Quanto à esperança em um ano melhor, em um mundo melhor, essa existe e acredito que perdurará ao longo de 2010. Mas tratando apenas da nossa aldeia, do nosso país, tenho a impressão de que além das decisões dos poderosos do mundo, um fato tão ou mais importante para se acreditar em dias melhores será o sucesso da seleção canarinho na copa do mundo, viva a “pátria de chuteiras”! Já as eleições ficam em segundo plano, aliás, como de costume.
Dale,
Diego Santos
Eis aqui o texto de estreia de um dos maiores talentos dessa PROVÍNCIA: Diego Santos, que passará a escrever corriqueiramente para este blog tão REQUISITADO pela sociedade civil, não só a organizada.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Não criemos CÂNICO, criemos coragem

Antes da seriedade, um momento de exemplo da VIL beleza


Como eu ia dizendo, a política é a arte de quem mente melhor. Usar a política nos mais DENSOS detalhes da sua vida, faz bem. A DESTREZA de escapar ileso de algumas ARGÚRIAS do certame do bem-viver muito se deve a alguns pensadores do século XIX e a falta de mulheres em seus campeonatos, também chamados de vida. Saúdo, então, além de nossos leitores, que ainda são poucos mas de muito PESO para nosso dia-a-dia, aos nobres VANGUARDISTAS dessa arte que nos faz, a cada minuto, sentir-se nas ALTURAS.

Nesse ano, que vai se DERRETENDO em seu final, relembro a todos, é a vez da Copa do Mundo, sim. Mas, também, zebus, ano de eleição estadual e presidencial. As meninas de 16 anos que agora preocupam-se em colocar seu PIRCI NUMBIGUINHO para ABALAR no Reveillon ou Carnaval, saibam que vocês, vaidosas, irão decidir o futuro de sua nação no segundo domingo de outubro desse próximo ano que se APROCHEGA como um irmão mais velho. Vamos às urnas, mostrar a capacidade de RESIGNAÇÃO (te extraño, Adenor) do povo para com alguns GATUNOS que atormentam nossas mentes desviando nosso FAZ ME RIR.

Depois, não digam que não avisei. Vamos ficar atentos às GINGAS políticas que abastecem as páginas da Rosane de Oliveira, Taline Opptiz, e outros blogs tão atentos a esses fatos que não deixam de ter sua ELEGÂNCIA. Nossa função aqui, em 2010, será deixar o eleitor cada vez mais atento para os MÍNIMOS detalhes e manter a BARRA cada vez mais informada sobre fatos marcantes, importantes e inusitados. Sempre com muito bom humor e, Pasmem, o bom e velho sarcasmo. Vamo le que vamo! Boas ENTRADAS a todos.


Aguante,
Rodrigo Azevedo

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Pega na minha Retrospectiva e diz

Quando os confins do ano se aproximam, é a época correta de fazer uma INTROSPECTIVA para relembrar alguns nomes na política mundial. Vamos começar, então, o REMEMBER.


Prêmio Nobel da Fanfarrice: Silvio Berlusconi

Idealizo, diariamente, fazer uma NOITE com Berlusconi. Esse sim aproveita a vida como um acéfalo sem precedentes. Circundado das mais belas italianas, suas festas costumam não terminar antes da AURORA matutina expor sua graça. O homem, definitivamente, só dará um stop em suas festas quando o Coliseu for reativado e os duelos voltarem a lotar suas arquibancadas. Ou, de repente, quando a Guerra do Peloponeso for reeditada e a Grécia bombardear a terra da BOTA. Sem concorrência, o italiano ergue essa taça praticando um esporte individual. Apesar da BOFETADA sumaria que levou, ainda respinga dignidade e bom-humor.

Prêmio Paga Vale: temos uma TRÍPLICE

Daqui, JAZEM três BUNECOS. Vamos começar pelo bigode retangular que se identifica por José Sarney. O intocável cacique, não contente com sua conta EUROPIZADA, quis tirar um pouquinho do erário público para rechear sua poupança. No bombardeio de denúncias, não faltaram motivos para ele retirar-se da presidência do Senado. Tal bombardeio de WINCHESTER instalou um ótimo debate público sobre a necessidade do Senado no Pindorama. Porém, apesar do burburinho entre a população, Sarney continuou na presidência da Casa. O homem que, quando presidente, conseguiu nos deixar com a maior inflação já vista, foi denunciado de tudo. Tudo é possível, é só você querer. E ele quis. Tentará se reeleger para o senado pelo Amapá, estado que OUTORGOU para poder concorrer à alguma cadeira pública.


Beija, beija, tá calor, tá calor...


Não poderia faltar a paulista mais XENOFOBIZADA pelos gaúchos: Yeda Crusius. Escândalo atrás de escândalo. Casa atrás de Casa. Reforma atrás de reforma. A mulher foi atrolhada de denúncias advindas de dois órgãos representativos – Ministério Público Federal e Polícia Federal. Nos autos do processo, diálogos premeditaram uma grande influência de Yeda nos desvios que ultrapassaram as esferas dos 340 milhões de reais. Mas a sorte esteve ao lado dela. Não foi inocentada pela justiça e, sim, pelo órgão onde tem maioria, na Assembleia Legislativa. A governadora termina o ano de 2009 pedindo a benção após as HERESIAS cometidas com um povo que não a pertence.

Y el papa Lugo, lo que hacer? Utilidade Pública: mandem fraldas ao presidente. Já dizia um ditado que, se não me engano, foi profanado por um presidente da ditadura, talvez Costa e Silva: se queres conhecer alguém, dê poder a essa pessoa. Na mosca, vivente. Foi só Fernando Lugo colocar a faixa presidencial que a NINHADA começou a aparecer. E não foi um, dois, três... Saíram quatro crias daquele pastor pagão. No seu governo, nada a discutir de tamanha relevância. Nem fede, nem cheira. Mas quanto a sua ÍNDOLE perante ao voto de castidade, a rejeição do religioso caiu exacerbadamente.


Prêmio Peito de Madeira: reencarnação de Símon Bolívar


Esse rapaz deve ter tido aula com Nietzsch. Hugo Chávez é o homem mais inspirado no momento de rebater uma bola mal lançada. Esse ano comprou briga com a Colômbia, além do famigerado EUA. Co a iminência de aniquilamento da FARC, na Colômbia, Chávez teve faniquitos e resolveu bater de frente com Álvaro Uribe, presidente colombiano totalmente financiado pelos norte-americanos. Chávez o acusou de PAGAR PAU as políticas capitalistas estadunidenses. O presidente venezuelano continua com sua popularidade nas alturas, enquanto a oposição do país onde nasceu Simon Bolívar cada vez se apequena mais diante da quase MONARQUIA chavista. Como curiosidade: Chávez, esse ano, para economizar energia no país, pediu para que os venezuelanos tomasses menos banho e, quanto tivessem que ir ao toalete mijar, que levassem a LANTERNA. Batendo de frente com o senado brasileiro, o socialista praticamente consolidou a sua entrada no Mercosul. Só falta o Senado paraguaio aprovar. Esse ano, também mandou o embaixador de Israel na Venezuela procurar sua turma. Depois da intervenção armada do pais judeu na Faixa de Gaza, onde milhares de palestinos ficaram feridos, no dia 6 de janeiro, Chavez cadeou a instituição. Nada mais justo do que Huguito levar essa coroa espetada.

Temos mais. Entretanto, para não cansar as lentes e CÓRNEAS de nossos leitores, vamos por partes. Delicie-se com essas premiações e, ao longo do CERTAME, vamos colocando os demais premiados pelo júri mais ENEVADO deste país.

Aguante,
Rodrigo Azevedo

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O preço de não trabalhar um ano inteiro


Um deputado gaúcho não identificado enquanto ocorrem votações na Casa

Já estamos todos no espírito NOÉLICO e aguardando ansiosamente a virada de ano para o fim da primeira década desse novo milênio. No entanto, a Assembleia Legislativa tenta dar seu ar de OPERÁRIO e quer aparecer no holofotes nos fins do ano pré-eleitoral. Para esses dois últimos dias de trabalho, hoje (22) e amanhã (23), teremos que ver o Sim ou Não dos parlamentares sobre 90 NOVENTA projetos, só do Executivo são 26. Entre eles, os mais polêmicos: quatro projetos que modificam o salário e a contribuição previdenciária dos militares e dois que dão um UP nos vencimentos dos professores estaduais. Os outros são importantes, mas não ALIMENTAM as pautas da mídia tanto quanto esses citados anteriormente.

Agora, pergunte-se, caro leitor deste GARBOSO blog, porquê 90 projetos em dois dias sendo que tivemos mais de 120 sessões plenárias nesse ano de 2009? Eu vos respondo: por que cultivaram a cultura da VAGABUNDAGEM. Não há outra explicação. A Assembleia, desde o dia 3 de fevereiro, REGIMENTALMENTE abre sessões plenárias todas as terças, quartas e quintas. Toda sessão é aberta às 14h e se estende até o momento em que a Ordem do Dia (estabelecida na reunião de líderes, toda terça 11h) é APRECIADA. Ou seja, caros zebus, tivemos, esse ano, sem contar os feriados, 121 sessões plenárias. Tivemos 407 projetos de lei protocolados pelos deputados, porém, menos da metade foram votados. Isso sem contar os enviados pelo Executivo e que voltaram por não ter tido acordo com as bancadas partidárias. Assim não dá, assim não pode.

E agora, faltando dois dias para o recesso, que se estenderá até o fim do feriado de Navegantes, 90 projetos estão em pauta para votação. Desses 90, constam diversas categorias a serem apreciadas, inclusive os artistas gaúchos, que enfrentam problemas com a Lei de Incentivo à Cultura e Fundo de Apoio à Cultura há muitos anos. Uma das explicações, também, podemos DELEGAR ao ano pré-eleitoral. Muitas das Sessões ABERTAS (ui) não tiveram quórum. Motivo: deputados visitando suas bases para lembrar o CORONELISMO da República Velha. Na quinta-feira, por exemplo, por meio de uma resolução de mesa, foi decidido que não iria à pauta nenhum projeto de RELEVÂNCIA. Sabem a causa? Para os deputados prolongarem seus fins de semana e poder COLHER seus votos no interior do estado.

Enquanto estou escrevendo esse texto, acabo de receber a informação de que os PRINCIPAIS projetos foram retirados do regime de urgência e só serão votados ano que vem. Desisto.



Tirem suas impressões,
Rodrigo Azevedo