E eu estava lá.
Pra começo de conversa, órgãos de imprensa estimaram 6 milhões de pessoas nas festividades. A CUT, 20 milhões. A Brigada Militar apenas dois.
Depois da piada típica de comédia stand-up das MALAS, vamos às VERDAS:
Aqui na Argentina, ao contrário do BRÉSIL, contam-se os anos a partir da independência. Ou melhor, do início do processo de ALIVIAÇÃO, já que a independência em si se deu em 1816, sem antes passar por DEVERAS guerras, a mais famosa delas a do Paraná, liderada por ninguém menos que o homi: José Francisco de San Martín y Matorras.

Martinho copero: não OBSTANTE, libertou ainda o Chile e o Peru.
Saí da minha casa, bem em frente à Praça do Congresso Nacional, e fui pela Avenida Rivadávia, que corta Buenos Aires, até o Obelisco. Cansado, não queria estar lá. Mas não podia deixar de participar da festa que ainda encerraria com um show DE GRÁTIS de ninguém menos que Fito Paez. Aliás, esse CHAMAMENTO à Fito para cantar ao PUEBLO na festa mais importante da ESTÓRIA prova o que eu já imaginava: Fito Paez não vendeu todos aqueles discos à toa. É o maior artista pop deste pago.
Chegando ao marco da Revolução, já disse: uma CARALHADA de gente. E ainda tinha que atravessar toda a 9 de Julio, ir para o outro lado do povo, porque ia encontrar a minha gente da COHAB. Mentira. Ia encontrar a minha colombiana de sobrenome GUEVARA. Ou seja, comemorar revolução é da família. Depois do estresse por levar UMA HORA para atravessar a avenida, enfim deleitava-me nos braços de minha amada.
De lá, vimos carros alegóricos passarem, chuva de neve artificial, Lula no telão (NR: um "grande Lula" se poude ouvir de um TRANSEUNTE), muito tango viejo e tango moderno - para DESESPERO dos velhitos...e por aí foi.
Nos deslocamos à frente do palco montado para ver uma banda uruguaia a cappella. Sinceramente, não sei quem convidou uns URUGUACHOS para uma festa argentina. Mas ok, o grupo era BOM e saiu rápido. Todos queriam Fito.
Que entrou de terno todo branco e um lenço celeste na lapela. Cantou todos seus sucessos e fim. Aquela coisa. Depois, o MAESTRO chamou uma TURMA das BOAS para cantar o hino da Argentina. Fogos de artifício explodiram no céu.

Canta para o povo, canta.
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Eu não me empolguei em nenhuma parte do evento, de VERAS.
Claro, pulei ÀS GANHAS quando todos cantavam "y ya lo vé/ y ya lo vé/ quien no salta es un inglés". Também curti um tanguetto e tal.
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Mas o que realmente importa disso tudo é a lição que os argentinos dão na questão de amor à pátria. Bandeiras por toda a cidade, esperança de um dia ainda terem para si as ilhas FALKLANDS, o orgulho de ser a Paris da América. Enfim, coisa que não há no Brasil. Talvez agora, pós-Lula, as coisas mudem. Antes de vir morar aqui, via no país TUPINIQUIM um certo orgulho crescente. Talvez pelas conquistas para muitos efêmeras, como sediar o Mundial e as Olimpíadas. Por mais que isso NEGATIVE as finanças de um país, deixa quem o faz feliz.
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É isso, meu povo, não vá esquecer:
quem não salta,
é um inglês!
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Chato como um porteño, Maurício Levy.
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