Berlusconi nos tempos de pato (ou marreco)
Aqui jaz algumas acusações sofridas pelo fanfarro: lavagem de dinheiro, evasão fiscal, participação em homicídio e corrupção. O maledito escapou de todas condenações, provando que o verbete Justiça no mundo só muda a forma de escrever. Mas a vida do magnata não foi só abastecida de caviar, leite-moça com morango e McLanche Feliz. Aos 18 anos já trabalhava como corretor de imóveis e animador de festas em cruzeiros, talvez daí sua COMPAIXÃO por festas. Estudou Direito na Universidade de Milão com recursos próprios e, não me pergunte como, entrou num grupo de jovens arquitetos que ganharam muita BUFUNFA levantando prédios faraônicos na região da Sardenha. Nos seus 30 e poucos anos, resolveu expandir seus tentáculos nos meios de comunicação. Fundou a MediaSet, que acabou por dominar o setor midiático italiano com programas de entretenimento (por isso minha comparação acima com o nosso imortal Sílvio Santos).
Entre idas e vindas no poder, em 2001 foi eleito novamente para ser o primeiro ministro. Desde lá, seu filme foi sendo TOSTADO de forma gradativa. Apoiou a guerra do Iraque, mais conhecida como a Guerra do Eu Quero Petróleo. Em 2005, resolveu deixar o cargo por questões pessoais. Mas um ano depois, após um ataque EPILÉTICO, decidiu voltar ao cargo. Entre tapas e beijos com os eleitores italianos, em 2008, em mais uma festa democrática nas terras transalpinas, Berlusconi elegeu-se novamente para comandar o parlamento. Agora, e como sempre, vem sofrendo novas pressões para deixar o cargo. Esse ano, em pesquisa realizada em junho, foi a primeira vez que sua popularidade despencou de 50%. O clima anda HOSTIL para com o véio fanfarrão. Os protestos são dos mais variados, mas a mídia interpreta como um agrupamento socialista contra o dito cujo – o mandatário diz que há um complô da oposição. O “agrupamento” reuniu 60 mil pessoas no centro de Roma com faixas e dizeres direcionados ao premier. O último escândalo divulgado pela imprensa local foi a festa estilo AMERICAN PIE que o italiano promoveu em uma de suas residências. Para a festa, além de convidar Stifler (o STIFODÃO), Berlusconi contratou cinco prostitutas e transformou sua casa em o GRUTA AZUL por uma noite.
Velocidade três na Dança do Créu:
Nessas horas lembro de Mário Quintana, que em uma frase iria resumir tudo o que disse em cinco longos parágrafos. Mas o talento é algo OLIGÁRQUICO, e eu sou a maioria. Povo brasileiro: baseado no texto acima, nós não somos os únicos a errar o voto ou a sermos enganados por retóricas bem feitas por políticos ilusionistas. Os de primeiro mundo, nas Europa, eles também erram. E erram feio. No caso de Berlusconi foram quatro vezes. Ultrapassaram o limite da burrice. Nos resta continuar tentando não errar. De quatro em quatro anos essa chance surge, e urge.
Com esperanças,
Rodrigo Azevedo – O Jovem
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