segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Da greve de fome à gula


Evo morales no melhor estilo ANTONY Garotinho


Para Evo Morales, o índio guaipeca que comanda a nação Boliviana, a Constituição é um livro sem fim. Nesse livro, podem ocorrer modificações, emendas e, até mesmo, uma ampliação nada prevista. Em abril deste ano, em uma votação ARDILOSA, ocorrida no Congresso da Bolívia, deputados e senadores acataram a decisão de fazer uma mini-reforma política. A principal alteração dispunha do HABEAS CORPUS a Evo Morales, que a partir do dia 14 de abril de 2009 poderia ser o primeiro presidente boliviano reeleito, na dita democracia. Morales, além de ser um homem lúdico, tem seu lado sério. Advindo das camadas mais populares de seu país, faz um governo PEREMPTORIAMENTE populista e de total DESACATO aos residentes de Santa Cruz de la Sierra, uma das únicas partes abonadas do pais cocaleiro. Por mais que Morales dependa de seu humor para abrir ou fechar o gasoduto que traz energia para o Brasil, Lula MIMA o índio de uma forma ALENCARIANA. Depois de dias de greve de fome, Evo foi agraciado pelo parlamento boliviano para poder concorrer ao seu segundo mandato – que foi consolidado no domingo passado (6/12).

No bolsão democrático boliviano, Evo Morales foi colocado pela segunda vez no cargo máximo do país mais explorado pelos espanhóis. A nação sangra até hoje a incursão espanhola que sugou todo o ouro e prata que enriquecia o país, principalmente nas altitudes de Potosí. “A Bolívia vem em primeiro lugar, acima de qualquer demanda, de qualquer grupo ou região”, declarou o vencedor das eleições com mais de 60% da preferência da miscigenada sociedade bolivariana. O Movimento ao Socialismo (Partido de Morales), também conquistou a maioria do Congresso, vitória essa que o fará ter amplos poderes sobre o país, visto que o judiciário tem sido mais um órgão PAGÃO e que tem sede em outra cidade, bem distante de La Paz, em Sucre. Serão 26 lugares ocupados pelos socialistas no Senado, enquanto a oposição ficará com míseros 9 ocupantes para tentar barrar algum projeto EDIFICANTE de Morales. Já quanto a número de deputados, a PENETRAÇÃO no buraco negro da oposição foi maior. Dos 130, apenas 50 não saõ do MAS, e 80 vão ser os tentáculos do discípulo de Símon Bolívar.

Os mais de 5 milhões habitantes da terra do gás querem ver as transformações sociais prometidas por Morales virarem fato consumado. O boliviano, que já quis brigar até pelo Acre, luta pelos oprimidos durante séculos pela exploração mercantilista dos espanhóis na terra que não tem litoral. O bolivariano conta com o apoio de Hugo Chávez, Rafael Correa, Lula y El Papa Lugo para fazer uma integração latina e obter recursos para reerguer o país que ainda nada em uma piscina de águas passadas em que DENGUE é um mosquito saudável, considerando a sujeira política praticada pelos caciques que governaram por muito tempo a Bolívia. Mesmo com essas PENDENGAS, o país apresentou um forte crescimento entre 2003 e 2007, quando aumentou 0,042 pontos de IDH, passando de 0,687 para 0,729. Juan Evo Morales, o homem que não quis colocar bananas no lugar da cocaína, é fã de carteirinha da ativista indígena guatemalteca Rigoberta Menchú, que foi Prêmio Nobel da Paz em 1992 (Obs: até um homem que ainda promove uma guerra sem fim no Afeganistão é nomeado Nobel da Paz, atualmente) e tem como um de seus ídolos o imortal Fidel Castro, principalmente no que diz respeito a resistência às políticas intervencionistas dos EUA.



Adeus, voto de cabresto!


Lá vai o índio. Por mais cinco anos, o mandatário tentará comandar essa nação que vive de esperança. Ela é a última que morre, mas é a primeira a dar sinal de fraqueza. O certo é que o advindo da agricultura, da região fronteiriça da Bolívia continuará alentando a extração de coca sendo um patrimônio cultural dos povos andinos e parte inseparável da cultura boliviana e sua proibição não poderá ser feita através de uma simples regulação estabelecida por uma convenção externa. Eis aqui mais uma dominação socialista de grandes transformações sociais mas que não conseguirá avanços pois anda contra a maré mundial que objetiva privatizar, privatizar e privatizar. Globalizar, globalizar e globalizar. Ilusão, ilusão e ilusão. Enquanto isso, nas terras temperadas da Bolívia, Evo Morales continua buscando la cruz del sur.

Aguante,
Rodrigo Azevedo

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